não se deve falar de amor todo dia.
não quando a vida mostra sua inconstância.
quando as pessoas mostram sua impermanência.
quando um coração periga ficar preso num porta-retrato.
apenas em fotos restam as lembranças.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Plágio Ozístico Criativo
Saudade e Mágica:
Lindas palavras do meu não tão vasto vocabulário.
Mais do que palavras, seres que permeiam meus escritos.
Meus vividos. Seus vividos.
Que a descrevem tão bem nesse momento, Louca-de-alface!
(que é única nessa vida, artística ou não)
Mágico foi suas xícaras em forma de papel virem tão rápido.
De balão, jura-juradinho?
Mágico foi chegarem num dia em que eram necessárias-sem-saber.
E foi também por isso que saudosas se mostraram.
De abraços, de panquecas, de chás com ervilhas com salgado-de-leite.
De cartas que escritas ficam por aí a lembrar do que já foi.
E se não escritas,
Permanecem em meio à minha confusão miolística.
Permanecem sem querer porque sabem que têm destino certo.
Não um papel, mas um Monte de nome engraçado
Que tem guardado seus sonhos presentes que me são tão futurísticos.
Mas, o tempo é relativo, como poderia dizer o tal do mágico de Oz.
Sei que nossos pés ainda vão demorar para se encontrar
Na grama, sobre toalha xadrez, dançando com formigas.
Formigas de pine-panque-quique.
Até lá, porém, basta que faça estalar seus calcanhares.
Porque casa é onde as pessoas queridas estão.
E há muitos lugares assim, sim?
Lindas palavras do meu não tão vasto vocabulário.
Mais do que palavras, seres que permeiam meus escritos.
Meus vividos. Seus vividos.
Que a descrevem tão bem nesse momento, Louca-de-alface!
(que é única nessa vida, artística ou não)
Mágico foi suas xícaras em forma de papel virem tão rápido.
De balão, jura-juradinho?
Mágico foi chegarem num dia em que eram necessárias-sem-saber.
E foi também por isso que saudosas se mostraram.
De abraços, de panquecas, de chás com ervilhas com salgado-de-leite.
De cartas que escritas ficam por aí a lembrar do que já foi.
E se não escritas,
Permanecem em meio à minha confusão miolística.
Permanecem sem querer porque sabem que têm destino certo.
Não um papel, mas um Monte de nome engraçado
Que tem guardado seus sonhos presentes que me são tão futurísticos.
Mas, o tempo é relativo, como poderia dizer o tal do mágico de Oz.
Sei que nossos pés ainda vão demorar para se encontrar
Na grama, sobre toalha xadrez, dançando com formigas.
Formigas de pine-panque-quique.
Até lá, porém, basta que faça estalar seus calcanhares.
Porque casa é onde as pessoas queridas estão.
E há muitos lugares assim, sim?
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domingo, 20 de maio de 2012
Vitória e o Acaso
Sinto que te devia isso, não?
Por tudo que passou e passamos,
E passamos, de qualquer jeito.
Por tudo o que tem acontecido
De bom.
Aquilo que conseguiu,
O que deixou pra trás,
Os que deixou.
Valeu a pena, não?
E não só a pena,
Que fique claro.
Ainda te devo uma caneta.
E um abraço bem dado, como esquecer?
Pois somos feitas de abraços, não?
E fui me dar conta disso hoje,
Embora não só hoje.
De que amigos são para aqueles
Quem você sempre quer-estar-falando a verdade
Sobre o futuro.
Ainda que nem você
- especialmente você -
(que nesse caso sou eu)
não saiba como os dias correrão.
Por tudo que passou e passamos,
E passamos, de qualquer jeito.
Por tudo o que tem acontecido
De bom.
Aquilo que conseguiu,
O que deixou pra trás,
Os que deixou.
Valeu a pena, não?
E não só a pena,
Que fique claro.
Ainda te devo uma caneta.
E um abraço bem dado, como esquecer?
Pois somos feitas de abraços, não?
E fui me dar conta disso hoje,
Embora não só hoje.
De que amigos são para aqueles
Quem você sempre quer-estar-falando a verdade
Sobre o futuro.
Ainda que nem você
- especialmente você -
(que nesse caso sou eu)
não saiba como os dias correrão.
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segunda-feira, 30 de abril de 2012
E se eu lhe falasse, falaria que não lesse.
E, se bem a conhecesse,
Saberia o quão difícil é decidir
Por quais sentimentos ficam
E quais se devem ir
como água que escorrega rua abaixo
e a folha que cai, desamparada.
Verde, amarela, vermelha:
Qual é a ordem mesmo?
Como saber, não?
Se os olhos de fotografia poderiam ser seus,
Se sua poderia ser a voz que pergunta,
Mas ninguém responde.
Se fosse tão simples fazê-lo,
Tão fácil escrever aqui,
Ela estaria, em pessoa,
Pronta a desperdiçar mais um bocado de palavras.
Pronta a abrir os braços, desentrelaçar os dedos,
desencravar as unhas já roxas de frio
E deixá-lo ir.
E deixá-los irem.
E se fizesse diferença
seria pra quem? faria pra quem?
Ela sabe que não devia fabricar coisas tais,
Só que bem que queria que aqueles braços fossem seus lugares.
Saberia o quão difícil é decidir
Por quais sentimentos ficam
E quais se devem ir
como água que escorrega rua abaixo
e a folha que cai, desamparada.
Verde, amarela, vermelha:
Qual é a ordem mesmo?
Como saber, não?
Se os olhos de fotografia poderiam ser seus,
Se sua poderia ser a voz que pergunta,
Mas ninguém responde.
Se fosse tão simples fazê-lo,
Tão fácil escrever aqui,
Ela estaria, em pessoa,
Pronta a desperdiçar mais um bocado de palavras.
Pronta a abrir os braços, desentrelaçar os dedos,
desencravar as unhas já roxas de frio
E deixá-lo ir.
E deixá-los irem.
E se fizesse diferença
seria pra quem? faria pra quem?
Ela sabe que não devia fabricar coisas tais,
Só que bem que queria que aqueles braços fossem seus lugares.
domingo, 8 de abril de 2012
Enquanto isso, no saguão de um correio qualquer:
Não importava se se demorara a dormir noite passada.
Acordou bem, embora tenha sido obrigada a lavar o rosto,
Sabe?
Passar as bochechas,
Aliviar aquele ar-sonhante que não vem sendo bem aceito pelas ruas.
Ela cheirava a sonho, devo dizer.
Precisava mais do que perfume para ter cheiro-de-rotina.
Talvez café...
Antes de sair pelos fundos, passou pela cozinha carregando seus sapatos
E quase derrubou uma xícara que fumegava cotidiano.
E se lembrou que não era semana,
Ótimo dia para telegramar, não?
Deixou os sapatos e os livros junto da soleira
E de meias correu até a esquina,
Até o correio.
Parou à porta desse
Pensando no telegrama.
Mas lhe acometeu que o destino era inexistente;
Digo, incerto;
Digo, desconhecido.
Desistiu. Lia-se no chão por ela pisado:
"Apareça logo.
Do contrário, meus poemas serão sempre os mesmos."
O destino era.
O destinatário não.
Acordou bem, embora tenha sido obrigada a lavar o rosto,
Sabe?
Passar as bochechas,
Aliviar aquele ar-sonhante que não vem sendo bem aceito pelas ruas.
Ela cheirava a sonho, devo dizer.
Precisava mais do que perfume para ter cheiro-de-rotina.
Talvez café...
Antes de sair pelos fundos, passou pela cozinha carregando seus sapatos
E quase derrubou uma xícara que fumegava cotidiano.
E se lembrou que não era semana,
Ótimo dia para telegramar, não?
Deixou os sapatos e os livros junto da soleira
E de meias correu até a esquina,
Até o correio.
Parou à porta desse
Pensando no telegrama.
Mas lhe acometeu que o destino era inexistente;
Digo, incerto;
Digo, desconhecido.
Desistiu. Lia-se no chão por ela pisado:
"Apareça logo.
Do contrário, meus poemas serão sempre os mesmos."
O destino era.
O destinatário não.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Eu sabia. (ou "Desculpe. Desculpado.")
Por mais que prevenira o sentir,
Não conseguia conter um punhado de lágrimas
a rolar peito adentro.
Mas, não eram de ilusões desfeitas,
as lágrimas.
Podiam ser resultado do cansaço.
Resultado da espera.
Do saber do não
ou do não-saber do sim.
Ou um sei lá o quê que só os elfos entenderiam.
Ela está lá sentada, esperando alguma sugestão.
Sentada na cadeira que pertencera ao mais sábio dos homens
em sua opinião.
Feliz por todos. Imensamente feliz por vocês.
Talvez até feliz por ela mesma.
Porque seus pés escrevem,
suas palavras dançam
e o tique-taque não é nada mecânico, pelo contrário.
Às vezes desiste, mas sabe que sempre estará ali.
E ainda gosta de hortênsias, se quer saber.
Não conseguia conter um punhado de lágrimas
a rolar peito adentro.
Mas, não eram de ilusões desfeitas,
as lágrimas.
Podiam ser resultado do cansaço.
Resultado da espera.
Do saber do não
ou do não-saber do sim.
Ou um sei lá o quê que só os elfos entenderiam.
Ela está lá sentada, esperando alguma sugestão.
Sentada na cadeira que pertencera ao mais sábio dos homens
em sua opinião.
Feliz por todos. Imensamente feliz por vocês.
Talvez até feliz por ela mesma.
Porque seus pés escrevem,
suas palavras dançam
e o tique-taque não é nada mecânico, pelo contrário.
Às vezes desiste, mas sabe que sempre estará ali.
E ainda gosta de hortênsias, se quer saber.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Na era dos ésse-ême-ésses.
Janeiro passou sem que eu escrevesse poema algum, uma carta que fosse, ou apenas míseros bilhetes. Sem que eu contasse histórias de grandes aventuras, já que não as tenho vivido - ao menos quando se trata dessas aventuras previamente embaladas para o apreciar da sociedade. Passou sem que ao menos eu lhe contasse como tem sido viver nesses dias um tanto desanuviados, cheios de idéias, mas de um fazer extremamente escasso.
Não consigo explicar porque só agora escrevo, nem porque escrevo nessa forma mais corrida que talvez me inspire e transpire algo mais coeso e plenamente conteudístico. Entendeu? Ora pois, Saturno anda mais em oposição do que deveria. Enfim, talvez eu tenha só perdido a prática em lhe falar. Ou talvez seja isso só hoje, o que caberia melhor para que eu acabasse essas linhas feliz.
Só queria dizer que ando bem. Que não tenho feito muitos planos, porque planejar geralmente é algo terrível na minha vida, mas tenho exagerado nos sonhos. Exagerar parece ruim, mas não é não, é só falta de palavra melhor no momento.
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