segunda-feira, 30 de abril de 2012

E se eu lhe falasse, falaria que não lesse.

E, se bem a conhecesse,
Saberia o quão difícil é decidir
Por quais sentimentos ficam
E quais se devem ir
como água que escorrega rua abaixo
e a folha que cai, desamparada.

Verde, amarela, vermelha:
Qual é a ordem mesmo?
Como saber, não?
Se os olhos de fotografia poderiam ser seus,
Se sua poderia ser a voz que pergunta,
Mas ninguém responde.

Se fosse tão simples fazê-lo,
Tão fácil escrever aqui,
Ela estaria, em pessoa,
Pronta a desperdiçar mais um bocado de palavras.
Pronta a abrir os braços, desentrelaçar os dedos,
desencravar as unhas já roxas de frio

E deixá-lo ir.
E deixá-los irem.
E se fizesse diferença
seria pra quem? faria pra quem?
Ela sabe que não devia fabricar coisas tais,
Só que bem que queria que aqueles braços fossem seus lugares.

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