Sinto que te devia isso, não?
Por tudo que passou e passamos,
E passamos, de qualquer jeito.
Por tudo o que tem acontecido
De bom.
Aquilo que conseguiu,
O que deixou pra trás,
Os que deixou.
Valeu a pena, não?
E não só a pena,
Que fique claro.
Ainda te devo uma caneta.
E um abraço bem dado, como esquecer?
Pois somos feitas de abraços, não?
E fui me dar conta disso hoje,
Embora não só hoje.
De que amigos são para aqueles
Quem você sempre quer-estar-falando a verdade
Sobre o futuro.
Ainda que nem você
- especialmente você -
(que nesse caso sou eu)
não saiba como os dias correrão.
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domingo, 20 de maio de 2012
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Azul verde
Se se encontraram de novo
Ninguém poderia saber
Só sabia que faziam falta
Falta à rua, à neblina, aos pés ainda nus
Que assim, nus, sentiam ainda mais frio por estarem sozinhos
Machucados pelo asfalto já gasto
Impuros até.
Se os veria de novo
Ninguém!
Apenas esperava pisar em grama
Orvalho
Sendo acariciada por dentes-de-leão ainda não desfeitos.
Poder um dia se deliciar com aquelas amoras.
(Fazer geléia?)
Se isso ocorresse, sim,
Poderia encostar a cabeça em seu peito
Sentindo-lhes o respirar.
Novamente.
Ninguém poderia saber
Só sabia que faziam falta
Falta à rua, à neblina, aos pés ainda nus
Que assim, nus, sentiam ainda mais frio por estarem sozinhos
Machucados pelo asfalto já gasto
Impuros até.
Se os veria de novo
Ninguém!
Apenas esperava pisar em grama
Orvalho
Sendo acariciada por dentes-de-leão ainda não desfeitos.
Poder um dia se deliciar com aquelas amoras.
(Fazer geléia?)
Se isso ocorresse, sim,
Poderia encostar a cabeça em seu peito
Sentindo-lhes o respirar.
Novamente.
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