Oito meses já se haviam passado.
Mas o que não passava eram suas angústias.
Pelo contrário.
Se multiplicavam infinitamente.
Infinitamente.
Quando se deitava, mal podia sentir o travesseiro
O teto parecia se abrir e dele começava a ver as folhas,
Os galhos,
Por fim um bosque de árvores que pareciam engoli-la.
E não, não estava mais com seu cobertor de infância fofinho.
Não podia abraçá-lo.
Não tinha com quem conversar.
Havia perdido a oportunidade enquanto se corroía.
Nada de veneno.
Nada de anti-veneno.
E nem outra receita miraculosa.
Desculpas não eram mais precisas.
Na verdade, nem aceitas.
Impossíveis.
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
Poema de um dia desses
Claro que não fazia sentido
Mas, também, o que poderia fazer?
Fora a razão de sua escrita
Não mais...
• razão-de-cafeína •
Era nítido que havia passado a noite chorando
Levantou
Vestiu-se
Na camiseta, lia-se 'red eyes no more'.
Disse:
"Você tirou a coesão de minha vida,
Sua partícula apassivadora."
E entrou no carro.
Era Maria Rita que tocava.
Mas, também, o que poderia fazer?
Fora a razão de sua escrita
Não mais...
• razão-de-cafeína •
Era nítido que havia passado a noite chorando
Levantou
Vestiu-se
Na camiseta, lia-se 'red eyes no more'.
Disse:
"Você tirou a coesão de minha vida,
Sua partícula apassivadora."
E entrou no carro.
Era Maria Rita que tocava.
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