Oito meses já se haviam passado.
Mas o que não passava eram suas angústias.
Pelo contrário.
Se multiplicavam infinitamente.
Infinitamente.
Quando se deitava, mal podia sentir o travesseiro
O teto parecia se abrir e dele começava a ver as folhas,
Os galhos,
Por fim um bosque de árvores que pareciam engoli-la.
E não, não estava mais com seu cobertor de infância fofinho.
Não podia abraçá-lo.
Não tinha com quem conversar.
Havia perdido a oportunidade enquanto se corroía.
Nada de veneno.
Nada de anti-veneno.
E nem outra receita miraculosa.
Desculpas não eram mais precisas.
Na verdade, nem aceitas.
Impossíveis.
Li, desculpe, mas ficou meio trágico demais e cheira-minhoca. Ao menos, a intenção foi lhe fazer um poeminha, okey?
ResponderExcluirI-MA-GI-NA! Ficou nada trágico, até chorei largada agora. Amei :´)
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