POEMA DE SETE FACES
"Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo."
quinta-feira, 24 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Não Escrevi. Mas Escreveria.
"I think everything in life is ART.
What you do.
How you dress.
The way you love someone, and how you talk.
Your smile and your personality.
What you believe in, and all your dreams.
The way you drink your tea.
How you decorate your home.
Or party.
Your grocery list.
The food you make.
How your writing looks.
And the way you feel.
LIFE IS ART."
What you do.
How you dress.
The way you love someone, and how you talk.
Your smile and your personality.
What you believe in, and all your dreams.
The way you drink your tea.
How you decorate your home.
Or party.
Your grocery list.
The food you make.
How your writing looks.
And the way you feel.
LIFE IS ART."
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Azul verde
Se se encontraram de novo
Ninguém poderia saber
Só sabia que faziam falta
Falta à rua, à neblina, aos pés ainda nus
Que assim, nus, sentiam ainda mais frio por estarem sozinhos
Machucados pelo asfalto já gasto
Impuros até.
Se os veria de novo
Ninguém!
Apenas esperava pisar em grama
Orvalho
Sendo acariciada por dentes-de-leão ainda não desfeitos.
Poder um dia se deliciar com aquelas amoras.
(Fazer geléia?)
Se isso ocorresse, sim,
Poderia encostar a cabeça em seu peito
Sentindo-lhes o respirar.
Novamente.
Ninguém poderia saber
Só sabia que faziam falta
Falta à rua, à neblina, aos pés ainda nus
Que assim, nus, sentiam ainda mais frio por estarem sozinhos
Machucados pelo asfalto já gasto
Impuros até.
Se os veria de novo
Ninguém!
Apenas esperava pisar em grama
Orvalho
Sendo acariciada por dentes-de-leão ainda não desfeitos.
Poder um dia se deliciar com aquelas amoras.
(Fazer geléia?)
Se isso ocorresse, sim,
Poderia encostar a cabeça em seu peito
Sentindo-lhes o respirar.
Novamente.
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domingo, 17 de janeiro de 2010
"OBSERVAR"

Agora que minhas férias de fato começaram não tenho mais desculpas - e um incrível desprazer - por não escrever aqui. Fico muito, muitíssimo feliz com isso, ainda que eu não esteja apta a falar sobre coisas tão bacanas, seja por não saber mesmo ou por não ter preparado algo como deveria. Acontece que as IDEIAS me vêm à mente quando um papel e uma caneta se fazem "tão distantes"; para alguém muito preguiçosa, diga-se. Mesmo assim, eu quero escrever, e vou tentar.
Acabo de passar pelo blog da Taciana, algo totalmente rotineiro quando entro no ordinateur (computador em francês, é que é mais bonita a palavra - acredito que esteja certa), vi uma imagem cuja legenda dizia: "A gente aprende tanto observando." E isso é algo tão verdadeiro!
Aprendemos o que é a felicidade quando nos deparamos com o sorriso de uma criança, simplesmente feliz pelo fato de ser uma criança e, portanto, não precisar dar satisfação pelos biscoitos e pelo leite deixados ao Papai Noel ou por sua preferência em se deliciar com um pirulito psicodélico ao invés de "divertir-se" com o jogo mais moderno do momento. Aprendemos sobre o carinho quando sentimos dedos cuidadosos tocarem em nossa pele ou lábios silenciosos nos curando feridas; vê-se aí que as palavras, que tantas vezes machucam ou nos maçam(?) nesse mundo tão barulhento e caótico não são sempre necessárias. Pela manhã, aprendemos que o verde da grama fica realmente mais bonito quando acompanhado pelo orvalho e que, às vezes, é mais diverdito ver o vento desfazer o dente-de leão do que nós mesmos fazermos isso. De tarde, aprendemos o quanto a saudade dos bolos cheirosos da vovó existe. À noite, aprendemos que podemos sim ver um sorriso (de gato) sem um gato, da mesma maneira que é possível ver um gato sem seu sorriso (ainda que isso mostre-se triste demais). Aprendemos com os pais a amar. Aprendemos com os amigos a confiar. Aprendemos com os ídolos a não desistir nunquinha. Aprendemos com todos aqueles que amamos que um dia eles vão embora, e nós também. Aprendemos com os seres da floresta a acreditar que a mágica existe e que aqueles que não a veem estão usando os óculos errados. Aprendemos a cantar ouvindo música. Aprendemos a gostar de certa música ouvindo-a diversas vezes, assim como pode ocorrer com alguns filmes. Aprendi a amar a dança dançando e vendo quantas pessoas já a amavam.
Enfim... Saber observar é muito mais do que apenas ver.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Meras apologias sem muito conteúdo

Fico muito mal por não poder escrever aqui - e não só aqui - com a freqÜência (um trema de birra) que gostaria. Sei que não vou conseguir criar nada de tão legal agora que valha a pena ler, mas assim me desculpo para um possível leitor. Aproveito também para citar algumas palavras - minhas, diga-se - que andaram causando confusão e fizeram crer que Cazuza era mais louco do que aparentava. Quem sabe as desenvolvo mais para que mereçam ir para o Aphélio.
"azul
azul
a cor lilás
azul de novo."
E nada como Klein para falar-se em azul:)
sábado, 12 de setembro de 2009
Acredito que seja um bom texto
Bem, as coisas andam muitíssimo atribuladas. Depois de um semana quase que interminável de provas(Por Zeus - hihi - foram seis em três dias!) e de ensaios (isso foi otimissíssimo, e continua sendo, já que praticamente acabo de me apresentar... como AMO dançar, minha alma foi moldada por isso) queria muitíssimo escrever algo que reconfortasse a todos assim como me reconfortaria. Assim, coloco aqui um texto que escrevi há algum tempo, mas que para mim ainda continua muito presente, já que é um dos poucos textos que escrevi do jeito que eu realmente queria e gosto de escrever (apesar de ser para a escola).
E O MUNDO FICOU MAIS TRISTE
"Muito vi aquela poderosa criatura fazer pelo animalzinho risonho que há tempos havia aparecido em seu caminho. Poderosa no sentido de valente em sua tarefa de mãe (, corajosa para enfrentar aquilo que viesse a acontecer e otimista com o futuro, com o futuro de um mundo melhor para suas crianças).
Facundo, o cão dos Moreira, tinha o dom de me tocar o coração com o jeito sublime que olhava para seus donos. Os Moreira. Aquela família que alegremente vivia na casinha amarela da Rua dos Alfinetes, comandada com muita sabedoria pela mãe que, sozinha, criava dois de seus três filhos.
Não tinham os últimos lançamentos da loja de brinquedos, nem as melhores roupas, mas, não precisavam daquilo; afinal, sabiam que depois da escola haveria um par de olhinhos cheios de amor esperando-os em casa.
Sem dúvida alguma, eram as crianças mais felizes que pude conhecer. Lembro-me como se fosse hoje: eu, a passar pela rua, vendo-os correr atrás de Facundo e, eles, ao me verem passar, mandando em minha direção frenéticos acenos. Como aquele frágil animal havia ocupado um lugar tão grande em seus coraçõezinhos!
Penso que ninguém pôde acreditar quando o cãozinho ficou doente, pois era ele quem dava força a todos naquela casa. Não havia mais as incansáveis festas de aniversário, realizadas pelas crianças para Facundo, aos domingos, nem as corridas em volta do quarteirão. E aquela poderosa criatura que se mostrava na figura de mãe não teve sorte naquilo que tentou fazer pelo animalzinho.
Assim, numa tarde ensolarada de um dia ensolarado de primavera – a tarde ensolarada mais triste que já vivi – a fonte de alegria da casinha amarela da Rua dos Alfinetes se foi, levando seus olhinhos brilhantes, que davam carinho, que transmitiam amor.
Não vejo os Moreira desde então, pois logo no dia de verão seguinte daquela triste tarde de primavera, mudei-me para a Rua das Alcachofras, distante da rua onde morou tão célebre cachorrinho. E uma coisa posso afirmar: Facundo, que tanto me tocava a alma, ao voar para longe, levou parte da alegria do mundo consigo para as nuvens."
*tenham ótimos dias , meus queridos:)
E O MUNDO FICOU MAIS TRISTE
"Muito vi aquela poderosa criatura fazer pelo animalzinho risonho que há tempos havia aparecido em seu caminho. Poderosa no sentido de valente em sua tarefa de mãe (, corajosa para enfrentar aquilo que viesse a acontecer e otimista com o futuro, com o futuro de um mundo melhor para suas crianças).
Facundo, o cão dos Moreira, tinha o dom de me tocar o coração com o jeito sublime que olhava para seus donos. Os Moreira. Aquela família que alegremente vivia na casinha amarela da Rua dos Alfinetes, comandada com muita sabedoria pela mãe que, sozinha, criava dois de seus três filhos.
Não tinham os últimos lançamentos da loja de brinquedos, nem as melhores roupas, mas, não precisavam daquilo; afinal, sabiam que depois da escola haveria um par de olhinhos cheios de amor esperando-os em casa.
Sem dúvida alguma, eram as crianças mais felizes que pude conhecer. Lembro-me como se fosse hoje: eu, a passar pela rua, vendo-os correr atrás de Facundo e, eles, ao me verem passar, mandando em minha direção frenéticos acenos. Como aquele frágil animal havia ocupado um lugar tão grande em seus coraçõezinhos!
Penso que ninguém pôde acreditar quando o cãozinho ficou doente, pois era ele quem dava força a todos naquela casa. Não havia mais as incansáveis festas de aniversário, realizadas pelas crianças para Facundo, aos domingos, nem as corridas em volta do quarteirão. E aquela poderosa criatura que se mostrava na figura de mãe não teve sorte naquilo que tentou fazer pelo animalzinho.
Assim, numa tarde ensolarada de um dia ensolarado de primavera – a tarde ensolarada mais triste que já vivi – a fonte de alegria da casinha amarela da Rua dos Alfinetes se foi, levando seus olhinhos brilhantes, que davam carinho, que transmitiam amor.
Não vejo os Moreira desde então, pois logo no dia de verão seguinte daquela triste tarde de primavera, mudei-me para a Rua das Alcachofras, distante da rua onde morou tão célebre cachorrinho. E uma coisa posso afirmar: Facundo, que tanto me tocava a alma, ao voar para longe, levou parte da alegria do mundo consigo para as nuvens."
*tenham ótimos dias , meus queridos:)
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
(nota explicativa)
Gostaria de pedir sinceras desculpas ao meu tão querido Machado de Assis, por utilizar de sua idéia em meu primeiro título... Mas é que gosto muitíssimo dele. Para tanto, um dia poderão ver por aqui um texto super bacana sobre ele, OK?
Desculpem-me pelas postagens de até então estarem tão confusas, elas refletem minha mente no atual momento.
Merci de coração por lerem...
Desculpem-me pelas postagens de até então estarem tão confusas, elas refletem minha mente no atual momento.
Merci de coração por lerem...
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