domingo, 16 de outubro de 2011

e você do meu lado

não queria que acabasse.
queria que tivesse começado.
oh, impossibilidade articulatória!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Uma carta perdida de Rosa

Você.
Sim, você mesmo
Foi quem me deu o que escrever hoje,
talvez ontem e antes,
talvez amanhã também.

Você que nem sequer apareceu,
mas me dá ainda mais motivos para
sorrir, chorar
dançar, dançar, dançar
sorrir, rir
sonhar
esperar pelo que há de vir.

Se existe, sei que de mim não sabe.
Se existe, sei muito menos de você.
Mas, ainda assim, espero
e sabe disso.
Espero quando tudo fica laranja.
Quando tudo fica escuro. E estrelado.
Quando meus pés roçam grama orvalhada
e meus lábios, dentes-de-leão.

Espero na fita, na fila,
Fantasiada de estou-bem-obrigada.
É razão de tudo.
Explicação de tudo.
Do vagar,
Do rumar
Devagar.

Digavar quando já é tarde,
mas, mesmo assim, tão cedo
para ir embora.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

um bom desaniversário?

Seu e meu. Meu e seu.
Ou só seu, se preferir.

Porque eu simplesmente não sei
se já falei disso com você…
Da impotência que sinto em ajudar,
em tornar as coisas mais leves.
Na maioria das vezes.
Da impotência que já escrevi em algum lugar.

Mas, saber do que sei me deixa
profundamente
triste.
Faz com que todos esperem meu aniversário
mais do que eu mesma.
Talvez por me sentir como uma
mãe que adotou e adotei.
Talvez por ser tudo isso
e tanta coisa
todos os dias
para mim.

Se quiser
venha
fale
chore.
Se quiser vir falar
até soluçarmos em uníssono.

Até eu conseguir te levar para um mundo
que é seu
que é meu
que é seu
e só seu.
Um mundo particular de cada amizade.
Um mundo particular de nós
e de tudo que tenho compartilhado
só com você.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O que escapa a todos nós.

Agora que já terminei tudo,
Posso fazer isso.
O que eu queria fazer há muito tempo.

Não sei se ajuda. Nem sei se aceita essas ínfimas linhas.
Mas, elas estão aqui para pintar o que seus filmes fazem
em sua fotografias, e daí
em minha vida.

Estão aqui como abraços-apertados,
doces-crocantes, doces-coloridos, doces-doces.
Como uma única grama bem verde.
E, do lado dela, um trevo perdido que eu só achei
porque queria dá-lo a você.
Como a carta mais bonita,
escrita em uma máquina-louca-de-escrever.
(ou datilografada, como até os duendes diriam!)

Sinto que minhas palavras sejam demasiado... bobas.
Porque leio o que escreve, leio o que lê
e elas parecem assim.

Eu nem sei.
Só queria que ficasse bem.

domingo, 31 de julho de 2011

oh, my!

Hoje parece que há em mim
uma vontade tão grande de escrever.

Mas, como tudo que há,
também há minha imensa falta de iniciativa.

Também pudera!
Os eus-interiores nunca estão onde deveriam.

Sempre estão lá
dançando freneticamente na balada do louco.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

digusting

Eu lhe escreveria um poema inteiro.
Mas, isso me faria chorar agora.
E o faria chorar depois.

Não precisamos de nada disso.
Aliás, não precisamos mais disso.

Note que nem me atrevi a usar uma mesóclise.
Quando era necessária e bem-vinda.
Porque sei que não gosta.

terça-feira, 28 de junho de 2011

[falha no recebimento do sinal]

Falta aguda. Visceral.
E não é porque eu queira dar um toque de realismo ao que escrevo.
Nem de surrealismo de Dalí de Kahlo de seja lá quem for.

Falta do que já foi e não é mais.
Falta do que já foi e já foi tarde.
Falta do que não foi e tarda em vir.

Sei que nada deveria se basear na falta.
Mas, falta-me evidência de que isso se realize.
Assim como me falta coragem de assumir.

Assumir que penso demais enquanto escrevo.
Que penso mais do que vivo. Que penso que vivo.
Que finjo viver em um mundo que é só meu.