Aceitar que todos os anos são sempre iguais?
Que começam cheios de promessas e planos,
Que começam coloridos e insanos
E acabam sem muito a acrescentar?
Não, isso eu jamais faria.
Até meu fatalismo me mostra isso.
Porque as coisas são não como de fato acontecem,
Mas como nos acontecem.
E por mais que se repitam vez ou outra,
Repetem-se para intrigar, de modo peculiar, surpreendente.
Surpreender não é sempre bom, mas é.
E por mais que alguns-muitos dias não sejam bons,
Eles sempre são, sempre estão lá,
Sempre nos lembrando da vida
E de tantas coisas lindas que só existem porque existimos nós.
Se me perguntar, já sabe o que responderei
Sobre como foi esse ano-passandinho-já.
Quanto ao meu-ano-novo,
Do qual só eu sei por hora,
Devo dizer que tem um quê de tudo.
Tem dança e tem cor.
Tem verde e tem esperança.
Se tem você?
Ora, talvez tenha mesmo.
E talvez dure até o fim.
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